“I, Tonya”: Produtores do filme com Margot Robbie rejeitaram proposta da Netflix

Apesar de terem recebido uma oferta da Netflix, cujos rumores apontam estar na faixa de US$ 12 milhões, os produtores do filme de humor negro “I, Tonya”, protagonizado por Margot Robbie (Esquadrão Suicida), rejeitaram a proposta e decidiram aceitar a oferta de US$ 5 milhões de Dan Friedkin e a sua nova empresa 30West, e da Neon da Micah Green, em troca de um lançamento nos cinemas em 2017 e uma forte campanha para a temporada de prémios que se aproxima.

Não é o primeiro filme a recusar uma oferta maior da Netflix e provavelmente não será o último, pelo menos até que a empresa de streaming liberte os seus filmes originais, tanto nos cinemas como na plataforma online.

Muitos filmes independentes são abençoados (ou amaldiçoados) com conversa fiada sobre prémios que nunca se concretizam, mas neste caso, isso realmente não é garantido, graças a atuação de Robbie como a desonesta patinadora olímpica Tonya Harding e Allison Janney no papel de LaVona Golden, a sua abusiva e excêntrica mãe. Robbie é, obviamente a cabeça de cartaz, mas Janney é aquela cujo desempenho clama por uma indicação ao Óscar.

Dirigido por Craig Gillespie (Horas Decisivas) a partir de um guião escrito por guião Steven Rogers, a trama está centrado num incidente ocorrido em 1994, quando a patinadora olímpica foi envolvida num ataque contra a sua rival Nancy Kerrigan (Caitlin Carver), que foi atacada por um homem depois de um treino em Detroit. A intenção era partir uma perna à atleta, mas apesar da intimidação, saiu apenas com alguns ferimentos e que não foram suficientes para que superasse Harding nos Jogos Olímpicos. Após o evento, Harding e Jeff Gillooly (Sebastian Stan), o autor do ataque, foram condenados.

“I, Tonya” fez a estreia mundial no passado dia 8 de setembro, no Festival de Toronto. O lançamento nos cinemas ainda não foi definido.